quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O mercado da religião - Por Flávio Ricco - Colaborou: José Carlos Nery

Crise, que nada. Enquanto o mundo tira o pé, ainda sem saber como a vida vai ficar ou quais serão as verdadeiras conseqüências de mais essa reviravolta na economia, as igrejas do Brasil continuam vivendo nababescamente e num planeta bem diferente do nosso. Vivendo e atacando como se nada estivesse acontecendo.

A Igreja Mundial do Poder de Deus, aquela mesma do Valdemiro e que loteou toda a rede 21 da Bandeirantes, agora fechou negócio com a Rede Mercosul do Paraná. E com igual violência. Já é responsável pela programação na faixa de horário que vai das 6 da tarde até as 12 horas do dia seguinte. Uma festa.

Isto, importante deixar bem claro, com a bênção dos nossos governantes, que às vezes reclamam da baixa qualidade das programações, mas jamais se atrevem interferir naqueles que poderão ser redutos de seus votos.

Dá até dó ver o que está virando esse negócio chamado televisão no Brasil. Impossível saber onde tudo isso vai parar. Se é que vai parar.

TV Tudo

Exclusiva

Ontem, no final da tarde, diretores da Rede Record e Globosat assinaram o contrato, que repassa os direitos de transmissão da Olimpíada de 2.012, em Londres, na tevê fechada. Último capítulo de uma longa novela. A comemoração foi grande na base da Globo, em São Paulo. Na verdade, uma vitória particular do diretor Alberto Pecegueiro.

Esperado encontro

Essa coluna não tem a pretensão de achar que provocou alguma coisa. Simples coincidência a nota de alguns dias, estranhando que isto ainda não tinha acontecido. Mas, finalmente hoje, no Projac, vai ocorrer o esperado encontro entre os autores da Globo com os diretores Manoel Martins e Ary Nogueira.

Que vergonha! - 1

Um campeonato brasileiro tão bem disputado merecia uma festinha melhor que aquela mostrada pelo SporTV, segunda-feira. Coisa nenhuma. Conseguiram fazer pior que a do ano passado, que já foi uma das mais lamentáveis em matéria de produção e organização. Quase uma façanha.

Que vergonha! - 2

Sei que na CBF dinheiro nunca foi problema e ela não gasta pouco com a festa, então, por que não fazer bem feito? Por que não convocar pessoas mais competentes? Ou, simplesmente, copiar a da Itália, por exemplo? Mas não, preferem investir no que é pior.

Que vergonha! - 3

Os artistas convidados, de duas, uma: ou são amigos ou parentes dos organizadores. Difícil acreditar que exista uma terceira opção. Luiz Salém, por exemplo, foi um que caiu de pára-quedas. Não sabe até agora o que era aquilo. O humorista Luiz Miranda, o mesmo de 2007, teve um ano para escrever um show melhor. Não conseguiu. Pior, conseguiu ser ainda mais sem graça.

Que vergonha! - 4

Tudo isso, além de outras coisas, que esta coluna se permite a não comentar. Valeu pela presença dos treinadores, jogadores, ex-jogadores - pessoal de 58, e só. E mais, para o nível (?) dessa festa ser completa, como diz meu amigo Vicente Limongi, de Brasília, só faltou escolherem o Dunga pra entregar o "bola murcha".

Outra coisa

Jorge Benjor é sempre um número. Grande figura. Mas o seu show não muda há 30 anos. O repertório, idem, "Fio Maravilha" ainda é a mais novinha. O homenageado está quase se aposentando como entregador de pizza nos Estados Unidos.

Atraso permanece - 1

Lilia Cabral conversou com Ana Maria Braga, ontem, no "Mais Você". Catarina, sua personagem, vai se separar de Leonardo (Jackson Antunes). A gravação acontece hoje, no Projac, e será exibida na próxima semana. Sem querer, Lília Cabral apenas confirmou o que muita gente já sabe: a novela não tem uma boa frente de capítulos.

Atraso permanece - 2

Essa situação vem desde o começo e já levou a Globo tirar o diretor Ricardo Waddington de "Malhação", substituído por Marcos Paulo, para se dedicar exclusivamente a "A Favorita". Porém, os trabalhos em estúdio e externas ainda não deslancharam. Mas vale destacar o bom momento da novela.

Avesso do avesso

É preciso, antes de tudo, saber o que o SBT espera de "Revelação". Qual o objetivo? Em matéria de edição nervosa, nem a MTV chegaria a tanto. De quatro capítulos, na estréia, talvez buscando maior dinamismo, tentaram fazer um. Tentaram, só que ninguém está entendendo a história. Estão matando a novela da dona Íris. Estou com dó dela.
Divulgação/TV Globo Às voltas com o "Faça Sua História", Camila Pitanga está nos sonhos de Gilberto Braga. Ele só volta em 2010.

Bate-Rebate

...A situação na Bandeirantes está tão complicada, que alguns já não sabem a quem pedir socorro.
...Ninguém tem idéia de quando a Teledramaturgia do SBT voltará a funcionar.
...O departamento, por causa das demissões realizadas, está quase às moscas.
...Poucos sobreviveram aos cortes, entre eles, o respeitado Henrique Martins, funcionários doentes ou que ainda estão em férias.
...O calor desses dias e a praia começam a ser apontados como causas de atrasos nas gravações da Globo.
...E tem ator facilitando. Nunca chega com o texto decorado.
...Excepcionalmente nesta quarta, tem "Toma lá Dá cá" na Globo.
...Aliás, com o fim do futebol, muita coisa deve mudar a partir de agora.
...O "Estação Globo", com Ivete Sangalo, por exemplo, já estréia no próximo domingo.
..."Caçadores de Aventuras", apresentado por Roque Malizia, nos domingos da Rede TV!, vai entrar na terceira temporada.

C´est fini

A novela "Revelação" vai sem breake comercial no SBT. Capítulos reduzidos. Por enquanto, nada oficial, mas circula nos bastidores que a Rede TV! é outra que poderá negociar mais alguns dos seus horários como uma igreja. Complicado. Amanhã tem mais. Tchau!

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tvcanal1@terra.com.br

domingo, 7 de dezembro de 2008

Fernando Henrique – Agora, o risco é de depressão

O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo prepara medidas para baixar custo do dinheiro
O governo prepara medidas para estimular o crédito e ativar a economia no primeiro semestre de 2009, período tratado internamente como “os seis meses terríveis”. A prioridade é pressionar os bancos a reduzir os juros cobrados nos empréstimos (...) Em outra frente, o BC planeja novas liberações do depósito compulsório – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar reservado. Essas liberações seriam condicionadas à concessão mais generosa de crédito. (págs. 1, B1 e B3)

PAC pode virar ‘pactóide’
O esfriamento da economia ameaça a intenção do governo de dobrar o valor do PAC, atingindo R$ 1,1 trilhão. Uma queda de arrecadação poderá comprometer os investimentos públicos. E a falta de crédito, os investimentos privados. (págs. 1 e B4)

Crescem as doações ocultas em campanhas
O aumento da fiscalização levou partidos a buscar novas formas de obter dinheiro para as campanhas sem expor os doadores. As doações chegam a seu caixa e são repassadas ao candidato. Na última corrida municipal em São Paulo, 53% das contribuições foram em nome dos partidos – R$ 42,9 milhões de um total de R$ 81 milhões. Em 2004, foram 9,28%. (págs. 1, A4 e A8)

Fernando Henrique – Agora, o risco é de depressão
Provavelmente não virá o caos, mas a recessão bate às portas do mundo. Até a China, que seria a esperança contra a crise, está retraindo fortemente a expansão. O risco agora é outro: o de depressão. (págs. 1 e A2)

sábado, 12 de janeiro de 2008

"Filho Feio Não Tem Pai": Quem assumirá a paternidade da ressurreição da CPMF?

12/01/2008 - 10h35

Governo não quer ser "pai" do retorno da CPMF

da Folha Online

Valdo Cruz, repórter especial da Folha e colunista da Folha Online, fala sobre a tentativa do retorno da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Ele conta que na última quinta-feira (10), depois da reunião entre os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) com os líderes dos partidos aliados, estes últimos abordaram a volta do "imposto do cheque". Valdo Cruz diz que os ministros ficaram preocupados com a oposição, que poderia atribuir a eles a idéia do regresso da CPMF.

Segundo o jornalista, a sondagem para colocar novamente o tributo em prática é frustada, pois apesar do governo precisar da verba para a área da saúde, ele não quer ser o "pai" da medida. O colunista também revela que nunca viu uma gestão começar o ano com "tanta bagunça", o que tende a piorar com as eleições municipais.



http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u362590.shtml

domingo, 23 de dezembro de 2007

Após fim da CPMF, Lula cobra de senadores alternativa


Sábado, 22 de Dezembro de 2007 17:43
Agência Brasil


Sábado, 22 de Dezembro de 2007 17:43
Agência Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hojeque não se sentiu derrotado com a rejeição da emenda que prorrogava a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) pelo Senado.

“Temos que encarar isso como resultado da prática democrática do país. Nós criamos regras, regimentos, fórmulas. Quando elas são utilizadas, a gente perde ou ganha”, disse o presidente, que participou pela quinta vez consecutiva da confraternização de final de ano do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

Segundo ele, ficará a cargo do Senado - que decidiu pelo fim do tributo - encontrar uma alternativa para que a queda na arrecadação não acarrete corte na verba que seria destinada à saúde no ano que vem. “Tanto os senadores que votaram a favor quanto os que votaram contra sabem que é preciso encontrar uma fórmula para que se possa colocar o dinheiro que já estava previsto na saúde.”

Lula ressaltou que o governo cortará despesas para compensar a perda de cerca de R$ 40 bilhões no orçamento. Ele garantiu, entretanto, que “não haverá um centavo de corte nas políticas sociais do governo, nem no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento].”

Fonte: Campo Grande Newss

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Lula diz que o mundo não acabou com fim da CPMF e que solução será madura

17/12/2007 - 09h03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, durante o programa de rádio "Café com o Presidente", que o mundo não acabou com a rejeição pelo Senado da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

"As pessoas ficam se perguntando quem perdeu, se foi o Lula, se foram os governadores, ou seja, na verdade, quem perdeu foi o país. Perderam quase 6.000 prefeitos do Brasil, perderam 27 governadores de Estado e perdeu toda a população brasileira que utiliza o Sistema Único de Saúde, que utiliza o SUS. Acabou o mundo? Não. Agora, vamos ter que pensar, vamos ter que refletir, vamos ter que ver como vamos arrecadar uma parte desses recursos, porque nós não podemos ser irresponsáveis com a saúde brasileira, em função dos votos de alguns senadores."

Lula disse ainda que a estabilidade do país não dependia da prorrogação da CPMF até 2011. "Manter a estabilidade não dependia da CPMF, dependia única e exclusivamente da nossa responsabilidade em manter uma política de ajuste fiscal dura, de controlar a inflação e não permitir que o Estado gaste mais do que aquilo que é a sua capacidade de arrecadar. Isso é uma coisa sagrada, isso eu aprendi a fazer na minha casa com meu orçamento durante a vida inteira e eu faço como presidente da República. A segunda coisa é que o resultado da CPMF é daquelas coisas importantes da democracia."

O presidente ainda falou das alternativas estudadas pelo governo para compensar a perda da arrecadação com o "imposto do cheque". "Obviamente, nós vamos ter que arrumar uma grande parte desse recursos. Como fazer? Eu preciso discutir com o ministro da Fazenda, discutir com o ministro do Planejamento, para que a gente possa tomar as atitudes mais maduras possíveis, mais conscientes, sem nenhum atropelo. Eu preciso ter em conta que o Brasil está indo bem, a economia está bem, o trabalho está crescendo. Nós temos uma boa perspectiva para 2008 e eu não quero que nada atrapalhe."

Lula afirmou que os programas sociais continuarão crescendo, mesmo sem os recursos arrecadados com a CPMF. "As políticas sociais vão continuar acontecendo. Nós vamos tomar todas as medidas para que a gente não mexa no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], para que a gente não mexa nas políticas sociais. E vamos ver: se a economia crescer, certamente nós vamos ter possibilidade de arrecadar mais dinheiro. Se for necessário fazer algumas mudanças, nós vamos com muito cuidado, com muito critério, tomar essas medidas nos próximos dias, mas sem criar qualquer embaraço ou qualquer problema para a tranqüilidade que vive a economia brasileira."

O presidente ainda também falou sobre o resultado da última pesquisa Datafolha, apontando que cerca de 20 milhões de brasileiros com mais de 16 anos migraram da classe classe D/E para a C.

"Eu não poderia ter um final de ano melhor, ou seja, nós trabalhamos para isso. Quando fizemos o sacrifício do ajuste fiscal em 2003, era porque nós achávamos que mais à frente nós iríamos colher. Há um conjunto de políticas sociais que foram implantadas a partir de 2003 e que vêm ganhando força a cada ano. E, sobretudo, o crescimento da economia, o crescimento do emprego na construção civil, na indústria, no comércio vem possibilitando que a gente comece a perceber que a geração de empregos como em nenhum outro momento da história do Brasil. Isso demonstra que as coisas vão acontecendo no Brasil."

Mercosul

Lula também comentou sobre a integração da América do Sul. "Estou muito satisfeito com a integração da América do Sul, sobretudo com os bons resultados no Mercosul. Eu tenho dito que o Brasil, como é a maior economia da América do Sul, como é a maior economia do Mercosul, o Brasil paga o preço de ser a economia mais forte, o país mais industrializado, o país que tem mais tecnologia, de fazer concessões para que os outros países possam crescer junto com o Brasil. Ou seja, Brasil e Argentina têm que ajudar a Bolívia, têm que ajudar o Uruguai, têm que ajudar o Paraguai, permitindo que a gente compreenda que a integração é a saída melhor para todos os países da América do Sul."


http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u355520.shtml