terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Para indústria, 2015 terminou como pior ano em duas décadas

Brasília - Para a indústria, 2015 terminou como o pior ano das últimas duas décadas.
A avaliação é do gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, que apresentou pesquisa de indicadores do setor.
Segundo ele, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), na média do ano, bateu no menor nível da série histórica (78,9%), iniciada em 2003.
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Durante a apresentação dos dados, que mostraram o desempenho de faturamento, emprego, massa salarial, entre outros, o economista frisou mais de uma vez que os resultados foram piores até mesmo que em 2009, o ano pós-crise financeira internacional, que teve a quebra do banco Lehman Brothers como estopim, em 2008.
"Foi um ano bastante negativo para indústria e o resultado de dezembro mostrou nova piora", observou Castelo Branco.
Ele ponderou que o nível de atividade está "bastante reduzido", alcançando vários seguimentos.
"A recessão é generalizada na economia, mas na indústria é mais acentuada", avaliou.
O economista ainda classificou 2016 como um ano de "grande incerteza", sobretudo em relação à política fiscal. Para ele, não há expectativa de reversão no curto prazo.
As condicionantes domésticas para o crescimento, como consumo e investimentos, permanecem em queda neste ano.
Apenas para os seguimentos ligados às exportações há uma perspectiva mais positiva diante da mudança de patamar do dólar, que no ano passado subiu quase 50% frente o real.
"Os setores com demanda externa mostram sinais de reação, mas, dado o tamanho da recessão, as exportações não serão suficientes para mudar o quadro", argumentou.
Castelo Branco se mostrou cético quanto ao último pacote de medidas anunciado pelo governo na semana passada e que promete dar impulso para os investimentos e para o consumo e previu uma nova queda da atividade industrial em 2016.
Ele ponderou, no entanto, que melhora das condições de crédito tende a dar algum alívio, mas incertezas quanto a política fiscal e a inflação continuam a pesar.
"Com o custo do crédito nos níveis atuais (juros elevados), a demanda por crédito está pequena. O pacote do governo terá algum efeito, mas não tão forte para reverter quadro", argumentou.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

BTG Pactual demite 18,5% dos empregados no Brasil para reduzir custos

SÃO PAULO - O Grupo BTG Pactual anunciou nesta quinta-feira a demissão de 305 empregados no Brasil, ou 18,5 por cento de seu quadro de funcionários no país, confirmando reportagem da Reuters publicada na quarta-feira.
Em comunicado ao mercado, o banco de investimentos disse que busca, com o corte de pessoal em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outras cidades do país, reduzir seus custos totais em 25 por cento. O grupo informou ainda que "nenhuma linha de negócios foi ou será desativada".
Na quarta-feira, uma fonte disse à Reuters que o BTG Pactual planejava cortes de até um quarto de sua equipe sediada no Brasil, parte do esforço para adaptar o quadro de pessoal ao novo tamanho da instituição após a prisão em novembro do fundador do grupo, André Esteves.
Esteves, que também era presidente-executivo do BTG Pactual, foi preso sob acusação de obstruir a operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras. O banqueiro, que nega as acusações, foi colocado em prisão domiciliar em dezembro.
Após a prisão de Esteves, o maior banco de investimentos da América Latina começou a vender ativos e a desmontar operações no mercado financeiro.
Os ativos totais do banco caíram 12 por cento, para 266,6 bilhões de reais, em dezembro contra setembro de 2015. Uma série de ativos, incluindo carteiras de crédito e participações em companhias, foram colocados à venda para reforçar a liquidez.
Excluindo a gestora de recursos na Suíça BSI do grupo, o BTG Pactual tinha cerca de 3.300 empregados no mundo em dezembro.
"DEDICAÇÃO"
Os cortes de empregos atingiram todas as áreas, incluindo atividades fundamentais como banco de investimento, vendas, trading e gestão de recursos, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto nesta quinta-feira.
"O BTG Pactual esclarece, ainda, que nenhuma linha de negócios foi ou será desativada, e que continuará atendendo aos seus clientes com a mesma dedicação, excelência e qualidade de
serviços", disse o banco em nota ao mercado.
Uma das duas fontes disse que alguns empregados nos EUA na divisão de mercados de capitais foram demitidos, entre eles Hugo Souza, Cristiano Leão e Antonio Filpo, que se juntou recentemente ao BTG Pactual vindo do Banco Safra para liderar a unidade de private banking aberta em Miami em abril.
Esforços para falar com Souza, Leão e Filpo não foram bem-sucedidos. O BTG Pactual não fez comentários além das informações no comunicado ao mercado.

domingo, 23 de agosto de 2015

Não há motivos para tirar Dilma do cargo, diz presidente do Itaú Unibanco



Claudio Belli/Valor
Data: 03/02/2015 Editoria: Empresas Reporter: Carolina Mandl da Silva Local: Sao Paulo Setor: Bancario Pauta: Itau divulga numeros do quarto trimestre de 2014 Personagem: Roberto Setubal, presidente do Itau Tags: Itau, banco, bancario, quarto trimestre, 2014, economia, numeros, resultado, resultados Fotos: Claudio Belli/Valor ***FOTO DE USO EXCLUSIVO FOLHAPRESS***
O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, em SP



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Uma das vozes mais influentes do empresariado brasileiro, o banqueiro Roberto Setubal faz uma defesa contundente da permanência da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Impeachment por corrupção, "pelo que vi até agora, não tem cabimento", afirma o presidente do Itaú Unibanco.
"Pelo contrário, o que a gente vê é que Dilma permitiu uma investigação total sobre o tema." Outro argumento usado pela oposição, as manobras para melhorar as contas do governo (pedaladas fiscais), podem "merecer punição", mas não são "motivo para tirar a presidente", segundo o banqueiro.
Maior banco privado do país, o Itaú foi fortemente hostilizado pelo PT na campanha presidencial de 2014.
Na visão de Setubal, tirar a presidente do poder agora "criaria uma instabilidade ruim para nossa democracia". Na semana passada, entidades do setor econômico fizeram manifestações públicas pela estabilidade do país.
A seguir, trechos da entrevista à Folha na sexta (21).
Folha - A presidente Dilma está sofrendo ameaça de um processo de impeachment, pressão por sua renúncia e manifestações de rua contra seu governo. O sr. vê motivos para tirá-la do Planalto?
Roberto Setubal - Nada do que vi ou ouvi até agora me faz achar que há condições para um impeachment. Por corrupção, até aqui, não tem cabimento. Não há nenhum sinal de envolvimento dela com esquemas de corrupção.
Pelo contrário, o que a gente vê é que Dilma permitiu uma investigação total sobre o tema [corrupção na Petrobras]. Era difícil imaginar no Brasil uma investigação com tanta independência. A Dilma tem crédito nisso.
E as pedaladas fiscais?
Isso é grave e pode merecer algum tipo de punição. Mas não me parece ser motivo para tirar a presidente. Até porque presidentes anteriores a ela passaram por situações semelhantes. Seria um artificialismo querer tirar a presidente neste momento. Criaria uma instabilidade ruim para nossa democracia.
Empresários dizem que, se o vice Michel Temer entrasse no lugar de Dilma, o país teria mais chance de sair da crise...
Não se pode tirar um presidente do cargo porque ele momentaneamente está impopular. É preciso respeitar as regras do jogo, precisa respeitar a Constituição. Eu sou a favor da Constituição.
Como avalia o comportamento da oposição nessa crise?
Não vou falar especificamente da oposição. Mas o que está faltando é discutir o país. Há uma grande discussão sobre poder e pouca discussão sobre o país. Precisamos debater quais as reformas necessárias para que o país possa se recuperar. Só estou vendo muita discussão de poder pelo poder.
Os empresários saudaram Joaquim Levy [Fazenda] como ideal para tirar o país da crise econômica. Por que ele não está dando certo?
Ele está fazendo as coisas certas, mas os efeitos positivos ainda não vieram. Vai muito além da capacidade de um ministro, sozinho, resolver os problemas do país. Ele precisa de apoio político tanto da presidente como do Congresso.
O governo usou bancos públicos novamente para salvar a economia, política já criticada por Levy. Não é um sinal de que o ministro está fraco?
Não vejo isso como uma direção do governo –se ficar nisso, claro. Acho uma medida pontual, sem muito impacto na economia.
A Agenda Brasil, apresentada como um pacote de reformas para empurrar o país para a frente, tem mais de 40 medidas. É para ser levada a sério?
Nessas medidas há passos necessários que precisamos dar, como a reoneração da folha de pagamentos [aumento de tributos para alguns setores]. Mas são medidas menores para ir levando o país e sair um pouco dessa crise.
Para que o país volte a crescer a um ritmo mais elevado, precisamos de reformas mais amplas. Mas isso não foi tratado na campanha presidencial do ano passado e também não é isso o que o Congresso está discutindo hoje.
Quais são essas reformas?
A reforma política é muito importante. O país tem mais de 30 partidos, isso não funciona. Não vejo nenhuma razão para ter mais do que seis, oito, no máximo dez agremiações. Dá para acomodar perfeitamente todas as linhas ideológicas neles.
A necessidade dos governos de ter maioria no Congresso obriga a alianças muito amplas e negociações que nem sempre são boas para o país. Esse tipo de concertação é uma das razões para a situação em que estamos.
O governo acaba fazendo tantas concessões para satisfazer tantos partidos que desfigura os projetos, leva a ineficiências, a decisões erradas e interesses muito pequenos.
Onde mais o sr. mexeria?
A reforma trabalhista.
O Brasil é um dos países com mais ações trabalhistas no mundo. No Japão há 7.000 ações trabalhistas. Nos Estados Unidos, não chegam a 70 mil. No Brasil, temos alguns milhões.
Criou-se uma indústria de ação trabalhista no Brasil, que é um negócio que precisa ser repensado.
Não seria por que aqui muitas empresas não respeitam os direitos de seus trabalhadores?
Isso tudo é muito em razão de uma legislação que nenhuma empresa consegue cumprir. O Itaú tem enorme dedicação a isso, somos superlegalistas, mas simplesmente é impossível cumprir todos os detalhes.
Para mim, o primeiro passo seria permitir que os sindicatos negociassem diretamente com as empresas contornos sobre a legislação trabalhistas. Não é mudar a lei, mas permitir que setores diferentes negociem em função das suas características, das suas peculiaridades, permitir negociação setor a setor.
Tem mais?
Tem muita coisa. É essencial criar uma agenda para melhorar a produtividade, e, para isso, é inevitável passar por um processo de maior abertura econômica.
Agora, uma coisa que está começando a mudar no Brasil, e é superimportante, é a questão da impunidade.
A lei antes parecia não ser igual para todos. Agora estamos avançando nisso.
O sr. identifica a Operação Lava Jato como um passo nessa direção?
Sim. A Lava Jato só foi viável por causa de três leis bastante recentes, nas quais se baseia toda a investigação: a lei da delação premiada, que foi aperfeiçoada, já no período Dilma; a lei anticorrupção; a lei de lavagem de dinheiro.
Essas três leis tornaram possível a investigação e a caracterização dos crimes de corrupção que estamos vendo aqui.
Com a estrutura legal de cinco ou dez anos atrás –a época do mensalão, por exemplo–, não seria possível um enquadramento tão adequado quanto estamos conseguindo hoje. Vejo uma evolução nesse campo.
Voltando a nossa crise do momento, o sr. acha que a situação vai piorar?
A saída da crise será longa, nosso período de recuperação será lento.
Estamos vivendo aquele momento mais difícil em que as medidas duras foram tomadas e a gente ainda não tem nenhum benefício delas.
Os economistas do próprio Itaú estimam queda de 1% do PIB no ano que vem. Quando o sr. acha que o país sai da recessão?
A situação econômica é difícil, mas eu também olho para a frente e vejo algumas coisas melhorando. A balança de pagamentos começou a reagir e as exportações estão crescendo. Acho que o setor externo vai puxar a recuperação e pode haver alguma surpresa nessa área. Ainda não tenho certeza de que o ano que vem terá PIB negativo.
A recessão vai jogar a taxa Selic para baixo daqui a pouco? Ou os juros ainda vão continuar altos por muito tempo?
O Banco Central está fazendo uma política monetária restritiva, que a meu ver era necessária.
Difícil dizer qual o momento correto de reduzir os juros, mas acho que não é agora.
A inflação ainda está em níveis elevados.
Por que o Itaú não fez oferta pelo HSBC? Para muitos analistas, vocês tentariam comprar o banco para não deixá-lo cair nas mãos do Bradesco.
A gente fez um lance, mas não foi agressivo.
Nossa estratégia é investir em tecnologia como caminho para o futuro. Estamos investindo mais em agências digitais, em serviços digitais para os clientes, via aparelho celular e internet, e menos na rede de agências.
Já servimos assim mais de 1 milhão de clientes e queremos aumentar esse número rapidamente. O plano é crescer mais por meio de tecnologia do que por abertura de agências.
Ainda há bancos para comprar aqui?
No Brasil, a última grande instituição para ser comprada foi o HSBC. No exterior continuamos com nossa agenda de expansão na América Latina. Já estamos no Chile, na Colômbia, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. Queremos ter banco de varejo também no México e no Peru.
A procura de empresas interessadas em vender seus ativos para enfrentar a crise aumentou?
Neste momento, quem estiver disposto a adquirir ativos maiores tem oportunidades bastante interessantes.
Mas quem são os possíveis compradores?
Investidores estrangeiros, por exemplo. O ajuste do câmbio aumenta o interesse deles. É evidente que o Brasil tem riscos elevados no momento, mas tem coisas bastante atrativas que podem ser adquiridas.
O que os estrangeiros dizem sobre o Brasil?
Evidente que há incerteza em relação ao cenário atual, tanto político quanto econômico. Mas eles também reconhecem que o câmbio está interessante para investir no Brasil e sabem que há retornos elevados em ativos que estão à venda.
À medida que a economia comece a dar sinais de recuperação e o cenário político se estabilize, as coisas tendam a melhorar.
Seu pai foi prefeito de São Paulo e ministro do governo Sarney. E sua irmã, Neca, foi uma das principais coordenadoras da campanha de Marina Silva à Presidência no ano passado. Como é a sua relação com a política?
Distante. Adoro meu país e acredito muito nele, mas acho que minha contribuição é do lado do setor privado. Acho que, de certa forma, contribuo, administrando o banco. E não me vejo envolvido na política.
Sua irmã foi muito hostilizada pelo PT e pela campanha de Dilma na última eleição. Isso chegou a afetar o banco?
Nada. Fizemos até pesquisa com clientes para ver se aquilo estaria tendo alguma influência. Zero. E minha irmã foi muito cuidadosa, sempre evitou fazer qualquer ligação com o banco. A imprensa e os políticos é que faziam mais.
Neca acredita nas coisas dela de forma legítima. Ela milita na área de educação desde sempre. Faz um trabalho belíssimo, reconhecido. Enfim, acho que ela ainda tem a intenção de contribuir para o país no setor em que atua. Infelizmente foi mal compreendida.
RAIO-X ROBERTO SETUBAL
IDADE
60 anos

FORMAÇÃO
formado em engenharia de produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; tem mestrado em Science Engineering pela Universidade de Stanford

CARREIRA
diretor-presidente do Itaú Unibanco desde novembro de 1995; presidente do comitê consultivo da Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos) desde 2008 e copresidente do Fórum Econômico Mundial 2015

segunda-feira, 3 de março de 2014

Noni: a planta que cura 27 enfermidades

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos

27/01/2009 11:28
 
Vez por outra, uma planta aparece no cenário nacional com a promessa de curar vários tipos de doenças. Em alguns casos, a fama é comprovada, em outros, os efeitos colaterais acabam por desmistificar o uso exagerado. Há algum tempo, os piauienses conheceram uma planta comum do Taiti, chamada popularmente de Noni. Muitos pesquisadores estão estudando os efeitos de seu fruto e já comprovaram, com 75% de eficiência, os efeitos positivos para a cura de 27 enfermidades. 

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos. O fruto noni, que lembra uma graviola ou fruta do conde, é transformado em suco e misturado com suco de uva ou goiaba, em proporções já estabelecidas. O suco combate, entre outras doenças, artrite, artrose, reumatismo, diabetes tipo 1 e 2, dores de cabeça, impotência sexual, perda de peso e hipertensão. A planta pode chegar a três metros de altura e produz durante o ano inteiro. 

O professor do curso de Agronomia e coordenador do Núcleo de Plantas Aromáticas e Medicinais da UFPI, Francisco Rodrigues Leal, diz que o noni já tem seu espaço garantido na Fitoterapia. “É uma fruta com um sabor e um cheiro diferentes que, aos poucos, a gente se acostuma. No seu país de origem, a fruta é largamente consumida in natura, como nós comemos a goiaba aqui”, comentou o professor. 

De acordo com informações de Francisco Leal, o noni funciona porque tem como princípio elevar a imunidade da pessoa e recuperar as células danificadas. “Além, é claro de toda a riqueza de vitaminas e aminoácidos contidos na fruta”, disse. O concentrado deve ser feito na seguinte proporção: 89% da polpa da fruta e 11% de suco de uva ou goiaba. “Se o paciente fizer em um copo de 100ml deve usar 60% de polpa e 40% de suco de uva ou goiaba”, disse. 

A empresária Margarida dos Santos, de 55 anos, já pagou caro pela garrafa de suco comercializada no Brasil. “Comprei a garrafa em São Paulo. Eu sofria de refluxo gastro-esofágico e depois de 15 dias tomando o suco o problema começou a diminuir — já o remédio não tinha adiantado. O bem-estar aumentou, a pele melhorou bastante e meu cabelo parou de cair como vinha acontecendo de forma dramática. Já tomo o suco há três meses, de manhã em jejum”, informou. 

Francisco Leal alertou, porém, que cada caso é um caso. O paciente deve procurar orientação de um fitoterapeuta, para não correr o risco de usar medidas diferentes ou simplesmente não saber o tempo correto do tratamento. O setor de agronomia da UFPI conta hoje com pouco mais de cem plantas de noni e distribui mudas, em pequena quantidade, para a população.

Produto ainda não tem registro na Anvisa

A popularidade do Noni em alguns países está intimamente ligada ao seu poder terapêutico. Em 2003, a fruta virou febre nos Estados Unidos, que por lá, é misturada com blueberry ou cranberry. Em tempo: o cranberry, uma frutinha vermelha do Hemisfério Norte, é parente da groselha e, acredita-se, do cupuaçu. De acordo com estatísticas de 2003, uma garrafa do suco era vendida a cada dois segundos (ou menos) pelo mundo afora — sem falar das cápsulas e dos chás. Muitas pessoas também revendem o suco na Internet. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa - informou, em maio de 2007, que o noni não possui histórico de consumo no Brasil e, portanto, a comercialização de qualquer alimento contendo esse ingrediente só será permitida após a comprovação de sua segurança de uso e registro na Anvisa. Ressaltou ainda que, de acordo com o artigo 56 do Decreto-Lei nº. 986/69 os produtos com finalidade terapêutica ou medicamentosa não são considerados alimentos. 

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás e de vários outros estados brasileiros proibiram a comercialização do suco vendido no Brasil, exatamente por causa da não comprovação da segurança da Anvisa. Controvérsias à parte, quem faz uso do suco do noni diz que seus efeitos são únicos e não se arrependem de tomar, diariamente. 

Fonte: Katiúscia Alves / Jornal O Dia
Edição: Portal O Dia
Repórter: Portal O Dia

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

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  • sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014


    MIRO TEIXEIRA CONCORRERÁ AO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

    O PROS e o PSB se acertaram no Rio. O deputado Miro Teixeira concorrerá ao governo e Romário ao Senado. (Panorama Político - 13-02-2014 (O Globo - Ilimar Franco)

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    candidato de Eduardo Campos no Rio
    Miro Teixeira pode ser o candidato de Eduardo Campos no Rio
     

    Miro Teixeira pode ser o candidato de Eduardo Campos no Rio

    12 de fevereiro de 2014 19:00 por: Categoria: Anna RamalhoPolítica 
    O deputado federal Miro Teixeira (PROS-RJ) tem conversado com a ex-senadora Marina Silva para ser o candidato do PSB/Rede no Rio de Janeiro e, assim, dar palanque a Eduardo Campos no estado. A avaliação dos envolvidos nas negociações – além do PSB e do PROS, o PPS também integraria a chapa – é que o apoio de Marina, muito bem votada em 2010 pelos fluminenses, poderia desequilibrar a balança e viabilizar Miro.


    TERÇA-FEIRA, 14 DE JANEIRO DE 2014

     
       MIRO TEIXEIRA NO FACEBOOK     


    Miro Teixeira é o pré-candidato a Governado do RJ, apoiado por Marina Silva que obteve 2.693.130 de votos no Estado, quase 1/3 (31,52%). Ainda poderá receber, também, apoio do PSB, partido do Governador Eduardo Campos, seu provável companheiro de chapa, ao qual ela também esta filiada, cuja sinergia, certamente, potencializará seu desempenho eleitoral em terras fluminenses.



     

    sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014


    Bahia: ACM Neto prefere Geddel a Paulo Souto (Josias de Souza)

    Lula Marques/FolhaEm política, o que te dizem espontaneamente nunca é tão importante quanto o que você ouve atrás da porta. Tome-se o exemplo da Bahia. DEM, PMDB e PSDB se equipam para enfrentar Rui Costa, chefe da Casa Civil e candidato da preferência  do governador petista Jaques Wagner.
    Dirigentes do DEM e do PSDB afirmam que o cabeça da chapa oposicionista será o ex-goverandor ‘demo’ Paulo Souto. Ele hesitava em aceitar o desafio. Bem posto nas pesquisas, foi assediado por correligionários locais e federais. Acabou cedendo.
    O diabo é que pelo menos dois pares de orelhas com acesso ao gabinete de ACM Neto ouviram-no dizer que o correligionário Souto demorou demais a soltar o “sim”. Quando finalmente livrou-se das dúvidas, há uma semana, o prefeito ‘demo’ de Salvador já havia se comprometido em apoiar a candidatura de Geddel Vieira Lima, do PMDB.
    A prevalecer esse entendimento, Souto teria de se ajeitar na posição da chapa reservada ao candidato a senador. O PSDB indicaria o candidato a vice. E o presidenciável tucano Aécio Neves ganharia na Bahia, quarto maior colégio eleitoral do país, um palanque ornado com um dissidente do PMDB, amigo do vice-presidente Michel Temer.