SÃO PAULO - A economia global vai se contrair em 1,8% neste ano, segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais, que reúne 380 grandes bancos), 0,7 ponto percentual mais do que o organismo estimou em janeiro, mostrando a piora das condições econômicas mundiais.
O instituto pediu para que os governos aprovem novos pacotes de estímulo fiscal que terão "efeito imediatos" e disse que mais cortes nas taxas básicas de juros serão necessários.
O IIF não foi o único a revisar as suas projeções para a economia mundial. Pela segunda vez em menos de dez dias, o banco americano Goldman Sachs diminuiu a sua estimativa. Prevê uma queda de 1% no PIB global, 0,4 ponto percentual mais do que a projeção anterior.
Pelas estimativas do Goldman Sachs, a economia alemã, a maior da Europa, se contrairá em 5,2% neste ano _o dobro da estimativa anterior. Para o PIB espanhol, a expectativa é de queda de 3,6%, e, para o francês, de 2,9%.
Nos últimos dias, dirigentes do Banco Mundial e do FMI disseram que a economia mundial vai se contrair neste ano. Caso as previsões se confirmem, será a primeira retração do PIB global desde o fim da Segunda Guerra, em 1945.
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou ontem que este ano deverá ser "muito perigoso" para a economia global, mas alertou que os países não devem usar políticas protecionistas para tentar enfrentar a retração. Ele disse recentemente ao jornal inglês "Daily Mail" que o PIB global deverá se contrair entre 1% e 2% neste ano.
sábado, 14 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
A crise de 1929 e a de agora, 80 anos depois - Diferenças, semelhanças, dessemelhanças (Helio Fernandes)
Além de errarem na avaliação e na duração da crise que começou nos EUA, os economistas cometeram 62 cálculos equivocados, o que garante a todos eles um possível ou suposto Prêmio Nobel da idiotice, combinado com o da imprudência e da incompetência. Só que, apesar de tudo, são ouvidos e seguidos.
Também insistem em comparar 1929 com 2009, Roosevelt com Obama. Algumas coisas são parecidas, mas o que vale mesmo é a dessemelhança. (“O quão dessemelhante”.) 80 anos depois, juram que as crises são iguais. São parecidas pelo fato de envolverem muito dinheiro, aventureiros financeiros e nenhuma fiscalização.
Todo o resto é diferente, inteiramente diferente.
A crise de 1929 teve a agravá-la a incompetência do presidente Herbert Hoover, eleito em 1928 e que só deixaria o Poder no início de 1933. Qualquer que seja o julgamento de Bush, Hoover (nenhum parantesco com o Hoover da CIA) foi muito pior.
O que chamam de “crack” da Bolsa de 1929 ficou pairando 4 anos, sem nenhuma intervenção oficial. Roosevelt era governador de Nova Iorque (1928-1932) e só assumiria a Casa Branca em 5 de março de 1933. Aí, sim, tomando as providências enérgicas e necessárias, estatizando tudo, desde energia, a metrô, água, ferrovias, nada parecido com o que se faz agora. Quando “compram” 36 por cento das ações do Citibanque, ações que serão devolvidas não demora muito.
Em 1929/30 ruim mesmo era a situação financeira. Mas se restringiu ao plano financeiro. (Foi aí que surgiram os “derivativos” e a “alavancagem”, que destruíram tudo. Quando o primeiro resolveu vender suas ações depois de 8 anos de alta ininterrupta, o edifício financeiro desabou.)
Centenas e centenas de aventureiros se mataram, o que, i-n-f-e-l-i-z-m-e-n-t-e, não aconteceu agora. A situação econômica era diferente. Tanto que, no mesmo ano, começaram a construir o Empire State Building, o edifício mais alto do mundo. E a seguir o da Chrisler, em frente ao Hotel Plaza, vizinho do Central Park, área valorizadíssima.
Os acontecimentos no mundo, também eram conflitantes, a palavra era e é essa. Roosevelt assumiu em 1933, mesmo ano em que Hitler era escolhido primeiro-ministro da Alemanha e começava a Segunda Guerra Mundial. (“Protegido” por Daladier, primeiro-ministro da França, e Chamberlain, primeiro-ministro da Grã-Bretanha.)
Em 1936, Roosevelt terminava seu primeiro mandato, morria o presidente da Alemanha, marechal Hindemburg, Hitler assumia o Poder total, que já exercia de fato. E em 1939, Roosevelt acabava o segundo mandato quando Hitler incendiava o mundo, na busca do que chamou de “Reich dos mil anos”, que não passaram de 10 ou 12.
Em 11 de novembro de 1918, em Versalhes, na Floresta de Compienes, a Alemanha assinava a “rendição incondicional”. (O Brasil representado por Epitacio Pessoa, que por isso seria presidente a seguir.) A Alemanha se comprometia a não ter Exército, Marinha e Aeronáutica. Só que 9 anos depois já dominava o mundo com suas poderosas forças armadas. Isso, surpreendente e contraditoriamente ajudou os países a se reerguerem. (Os criminosos de guerra mais perigosos não foram Hitler, Göering, Rommel, Goebels, e sim o doutor Schacht (gênio das finanças) e Albert Speer, o grande arquiteto da reconstrução.
Não compareceram ao Tribunal de Nuremberg, como réus, foram salvos pelos EUA. Passaram a trabalhar para os americanos, que consideravam “crime inominável” tirar a vida de “gênios” como eles.
Tendo assumido com 16 milhões de desempregados (os EUA têm hoje 13 milhões e a UE 18 milhões), Roosevelt diminuiu muito esse total, com a estatização verdadeira. Mas os desempregados desapareciam a partir de 7 de dezembro de 1941, com o ataque traiçoeiro do Japão. Praticamente todos os homens foram convocados, tudo transformado em “indústria de guerra”, sob o comando de John Kenneth Galbaith.
Como se vê, as aparências enganam, principalmente para os que não sabem ver em profundidade. Essa Segunda Guerra Mundial durou 6 anos, sem recessão, sem depressão, sem inflação. E ainda alimentaram o Plano Marshall, que a longo prazo destruiria a União Soviética. Elevaram os gastos militares a números tão avassaladores, que quando atingiram 70 por cento do orçamento soviético ela foi destruída, com a ajuda traidora de Yeltsin e Gorbachov.
PS – Isso é apenas um pedaço pequeno da História. A crise financeira de 1929 não se transformou em econômica. E pôde esperar 4 anos pela posse de Roosevelt.
PS 2 – A crise financeira de agora já traz em si mesma a condição de trauma econômico. Obama não pode esperar 4 anos, tem que tomar providências antes de completar 2 meses de governo. E já é cobrado de todas as formas. É a grande diferença que vai soterrar a esperança.
Também insistem em comparar 1929 com 2009, Roosevelt com Obama. Algumas coisas são parecidas, mas o que vale mesmo é a dessemelhança. (“O quão dessemelhante”.) 80 anos depois, juram que as crises são iguais. São parecidas pelo fato de envolverem muito dinheiro, aventureiros financeiros e nenhuma fiscalização.
Todo o resto é diferente, inteiramente diferente.
A crise de 1929 teve a agravá-la a incompetência do presidente Herbert Hoover, eleito em 1928 e que só deixaria o Poder no início de 1933. Qualquer que seja o julgamento de Bush, Hoover (nenhum parantesco com o Hoover da CIA) foi muito pior.
O que chamam de “crack” da Bolsa de 1929 ficou pairando 4 anos, sem nenhuma intervenção oficial. Roosevelt era governador de Nova Iorque (1928-1932) e só assumiria a Casa Branca em 5 de março de 1933. Aí, sim, tomando as providências enérgicas e necessárias, estatizando tudo, desde energia, a metrô, água, ferrovias, nada parecido com o que se faz agora. Quando “compram” 36 por cento das ações do Citibanque, ações que serão devolvidas não demora muito.
Em 1929/30 ruim mesmo era a situação financeira. Mas se restringiu ao plano financeiro. (Foi aí que surgiram os “derivativos” e a “alavancagem”, que destruíram tudo. Quando o primeiro resolveu vender suas ações depois de 8 anos de alta ininterrupta, o edifício financeiro desabou.)
Centenas e centenas de aventureiros se mataram, o que, i-n-f-e-l-i-z-m-e-n-t-e, não aconteceu agora. A situação econômica era diferente. Tanto que, no mesmo ano, começaram a construir o Empire State Building, o edifício mais alto do mundo. E a seguir o da Chrisler, em frente ao Hotel Plaza, vizinho do Central Park, área valorizadíssima.
Os acontecimentos no mundo, também eram conflitantes, a palavra era e é essa. Roosevelt assumiu em 1933, mesmo ano em que Hitler era escolhido primeiro-ministro da Alemanha e começava a Segunda Guerra Mundial. (“Protegido” por Daladier, primeiro-ministro da França, e Chamberlain, primeiro-ministro da Grã-Bretanha.)
Em 1936, Roosevelt terminava seu primeiro mandato, morria o presidente da Alemanha, marechal Hindemburg, Hitler assumia o Poder total, que já exercia de fato. E em 1939, Roosevelt acabava o segundo mandato quando Hitler incendiava o mundo, na busca do que chamou de “Reich dos mil anos”, que não passaram de 10 ou 12.
Em 11 de novembro de 1918, em Versalhes, na Floresta de Compienes, a Alemanha assinava a “rendição incondicional”. (O Brasil representado por Epitacio Pessoa, que por isso seria presidente a seguir.) A Alemanha se comprometia a não ter Exército, Marinha e Aeronáutica. Só que 9 anos depois já dominava o mundo com suas poderosas forças armadas. Isso, surpreendente e contraditoriamente ajudou os países a se reerguerem. (Os criminosos de guerra mais perigosos não foram Hitler, Göering, Rommel, Goebels, e sim o doutor Schacht (gênio das finanças) e Albert Speer, o grande arquiteto da reconstrução.
Não compareceram ao Tribunal de Nuremberg, como réus, foram salvos pelos EUA. Passaram a trabalhar para os americanos, que consideravam “crime inominável” tirar a vida de “gênios” como eles.
Tendo assumido com 16 milhões de desempregados (os EUA têm hoje 13 milhões e a UE 18 milhões), Roosevelt diminuiu muito esse total, com a estatização verdadeira. Mas os desempregados desapareciam a partir de 7 de dezembro de 1941, com o ataque traiçoeiro do Japão. Praticamente todos os homens foram convocados, tudo transformado em “indústria de guerra”, sob o comando de John Kenneth Galbaith.
Como se vê, as aparências enganam, principalmente para os que não sabem ver em profundidade. Essa Segunda Guerra Mundial durou 6 anos, sem recessão, sem depressão, sem inflação. E ainda alimentaram o Plano Marshall, que a longo prazo destruiria a União Soviética. Elevaram os gastos militares a números tão avassaladores, que quando atingiram 70 por cento do orçamento soviético ela foi destruída, com a ajuda traidora de Yeltsin e Gorbachov.
PS – Isso é apenas um pedaço pequeno da História. A crise financeira de 1929 não se transformou em econômica. E pôde esperar 4 anos pela posse de Roosevelt.
PS 2 – A crise financeira de agora já traz em si mesma a condição de trauma econômico. Obama não pode esperar 4 anos, tem que tomar providências antes de completar 2 meses de governo. E já é cobrado de todas as formas. É a grande diferença que vai soterrar a esperança.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Obama diz que recuperação econômica dos EUA será difícil
da Efe, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a recuperação econômica do país será difícil, apesar do pacote de estímulo que contempla um investimento de US$ 787 bilhões para recuperar a economia americana.
"O caminho que temos pela frente está cheio de perigos", afirmou Obama em discurso por rádio, transmitido todos os sábados aos americanos. O presidente afirmou que, com "força e sabedoria", o país poderá levar à frente a estratégia para "superar a crise".
Obama disse que o pacote que promulgou esta semana constitui "o plano de recuperação econômico mais profundo da história" e, como resultado de sua aplicação, três milhões e meio de americanos poderão fazer o trabalho que o país precisa.
O plano inclui ajudas para os estados, para educação e saúde, auxílio aos que correm perigo de execução de suas hipotecas e outros programas sociais, além de reduções tributárias.
Porém, Obama advertiu que o plano "é só o primeiro passo na recuperação econômica". "Não podemos deixar de completar esta caminhada", afirmou.
Para o presidente americano, isso exigirá neutralizar o aumento das execuções hipotecárias e a queda no valor dos imóveis, assim como a estabilização e reparação do sistema bancário para permitir que os créditos voltem a ser concedidos a famílias e empresas.
Obama frisou que dentro desse caminho para a recuperação também será necessário fazer "tudo o que existir para pôr sob controle o crescente déficit" fiscal, que beira US$ 1 trilhão.
Com esse último objetivo, Obama disse que na segunda-feira convocará uma reunião de especialistas, sindicatos e grupos independentes, além de membros do Congresso, para analisar formas de reduzir o déficit que diz ter sido "herdado".
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a recuperação econômica do país será difícil, apesar do pacote de estímulo que contempla um investimento de US$ 787 bilhões para recuperar a economia americana.
"O caminho que temos pela frente está cheio de perigos", afirmou Obama em discurso por rádio, transmitido todos os sábados aos americanos. O presidente afirmou que, com "força e sabedoria", o país poderá levar à frente a estratégia para "superar a crise".
Obama disse que o pacote que promulgou esta semana constitui "o plano de recuperação econômico mais profundo da história" e, como resultado de sua aplicação, três milhões e meio de americanos poderão fazer o trabalho que o país precisa.
O plano inclui ajudas para os estados, para educação e saúde, auxílio aos que correm perigo de execução de suas hipotecas e outros programas sociais, além de reduções tributárias.
Porém, Obama advertiu que o plano "é só o primeiro passo na recuperação econômica". "Não podemos deixar de completar esta caminhada", afirmou.
Para o presidente americano, isso exigirá neutralizar o aumento das execuções hipotecárias e a queda no valor dos imóveis, assim como a estabilização e reparação do sistema bancário para permitir que os créditos voltem a ser concedidos a famílias e empresas.
Obama frisou que dentro desse caminho para a recuperação também será necessário fazer "tudo o que existir para pôr sob controle o crescente déficit" fiscal, que beira US$ 1 trilhão.
Com esse último objetivo, Obama disse que na segunda-feira convocará uma reunião de especialistas, sindicatos e grupos independentes, além de membros do Congresso, para analisar formas de reduzir o déficit que diz ter sido "herdado".
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Crise americana: onde começa e acaba o Estado (Pedro do Couto)
Embora Câmara e Senado dos EUA tenham chegado aparentemente a um consenso sobre o pacote de medidas proposto pelo presidente Barack Obama para enfrentar a crise financeira que continua avançando e se alastrando, a tempestade está longe de ser contida e resolvidos seus efeitos mais imediatos.
Em primeiro lugar, como revelou o correspondente de "O Globo" em Washington, José Meireles Passos, na edição de 12 de fevereiro, o montante do apoio que chegou a ser anunciado na escala everestiana de 2 trilhões de dólares (15% do PIB dos EUA) desceu para 789,5 bilhões de dólares.
O trabalho de Meireles Passos é primoroso. Reúne as perguntas em torno do elenco de iniciativas e cobra as respostas concretas. Estas ainda não apareceram. Passo a ter a impressão de que o conjunto de ações ainda se encontra na área de decolagem.
Mais marketing, menos conteúdo. Seja como for, a questão essencial reside na indagação: onde começa e termina o Estado em toda a questão que explodiu com o subprime? Este é o problema, raiz de todos os demais. Pois a ganância dos executivos americanos (e dos bancos também) destruiu a tese do Prêmio Nobel de 76, Milton Friedman, que sempre negou fortemente o impulso de que ganhar dinheiro de qualquer maneira seja a fonte das crises econômicas.
O subprime respondeu afirmativamente. Como no verso de Chico Buarque, a vida tem sempre razão. Não adianta complicar as coisas. A lógica, fundamental à vida humana, é sempre clara. Não fosse clara e transparente, não seria lógica.
José Meireles fez várias entrevistas, ouviu especialista, entre eles o também Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman. Também colunista do "New York Times", Krugman concluiu que a crise está fora de controle.
Afinal, colocou-se, quem vai avaliar o valor dos títulos de empresas desqualificadas? Quais as garantias que o governo oferece para que investidores privados comprem títulos podres? Quem garante que a operação resgate dos bancos em crise é solução para os casos de hipotecas cujas prestações encontram-se em atraso? Estes casos são em torno de um milhão de residências.
Por que a Casa Branca socorre os bancos insolventes e não os mutuários? Se estes voltarem a pagar suas dívidas, os estabelecimentos de crédito melhoram sua liquidez.
Quais os tipos de ativos que os bancos venderiam para transformar a operação em dinheiro? Qual o volume a ser destinado aos grandes bancos? Esta pergunta é decisiva.
Pois os grandes bancos poderiam transformar os créditos em jogada lucrativa, assumindo os menores. Qual o tempo previsto para o encadeamento e execução do programa? Não pode ser indefinido. Neste caso, ocorreria uma estatização que levaria a uma imensa concentração de capital. Com dinheiro público.
Assim, todas as questões relacionadas pelo correspondente de "O Globo", da mesma forma que todos os caminhos levam a Roma, conduzem à indagação: onde começa e onde termina a ação do Estado? Tudo isso que está acontecendo prova que sem o poder estatal nada é feito.
Da mesma forma que sem o capitalismo, seja ele estatal ou privado. No fundo de tudo, predominam de modo absoluto tanto o capital, com sua ideia de lucro, quanto o Estado como ponto de partida e chegada. Interessante este tema. Hegel, Marx, Sartre, não pensaram na dualidade que ele contém. Uma pena.
Em primeiro lugar, como revelou o correspondente de "O Globo" em Washington, José Meireles Passos, na edição de 12 de fevereiro, o montante do apoio que chegou a ser anunciado na escala everestiana de 2 trilhões de dólares (15% do PIB dos EUA) desceu para 789,5 bilhões de dólares.
O trabalho de Meireles Passos é primoroso. Reúne as perguntas em torno do elenco de iniciativas e cobra as respostas concretas. Estas ainda não apareceram. Passo a ter a impressão de que o conjunto de ações ainda se encontra na área de decolagem.
Mais marketing, menos conteúdo. Seja como for, a questão essencial reside na indagação: onde começa e termina o Estado em toda a questão que explodiu com o subprime? Este é o problema, raiz de todos os demais. Pois a ganância dos executivos americanos (e dos bancos também) destruiu a tese do Prêmio Nobel de 76, Milton Friedman, que sempre negou fortemente o impulso de que ganhar dinheiro de qualquer maneira seja a fonte das crises econômicas.
O subprime respondeu afirmativamente. Como no verso de Chico Buarque, a vida tem sempre razão. Não adianta complicar as coisas. A lógica, fundamental à vida humana, é sempre clara. Não fosse clara e transparente, não seria lógica.
José Meireles fez várias entrevistas, ouviu especialista, entre eles o também Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman. Também colunista do "New York Times", Krugman concluiu que a crise está fora de controle.
Afinal, colocou-se, quem vai avaliar o valor dos títulos de empresas desqualificadas? Quais as garantias que o governo oferece para que investidores privados comprem títulos podres? Quem garante que a operação resgate dos bancos em crise é solução para os casos de hipotecas cujas prestações encontram-se em atraso? Estes casos são em torno de um milhão de residências.
Por que a Casa Branca socorre os bancos insolventes e não os mutuários? Se estes voltarem a pagar suas dívidas, os estabelecimentos de crédito melhoram sua liquidez.
Quais os tipos de ativos que os bancos venderiam para transformar a operação em dinheiro? Qual o volume a ser destinado aos grandes bancos? Esta pergunta é decisiva.
Pois os grandes bancos poderiam transformar os créditos em jogada lucrativa, assumindo os menores. Qual o tempo previsto para o encadeamento e execução do programa? Não pode ser indefinido. Neste caso, ocorreria uma estatização que levaria a uma imensa concentração de capital. Com dinheiro público.
Assim, todas as questões relacionadas pelo correspondente de "O Globo", da mesma forma que todos os caminhos levam a Roma, conduzem à indagação: onde começa e onde termina a ação do Estado? Tudo isso que está acontecendo prova que sem o poder estatal nada é feito.
Da mesma forma que sem o capitalismo, seja ele estatal ou privado. No fundo de tudo, predominam de modo absoluto tanto o capital, com sua ideia de lucro, quanto o Estado como ponto de partida e chegada. Interessante este tema. Hegel, Marx, Sartre, não pensaram na dualidade que ele contém. Uma pena.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Manchete: Crise bancária se agrava nos EUA
O Estado de S. Paulo
Duas das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos anunciaram ontem perdas bilionárias, aprofundando a crise bancária americana. O Citigroup teve prejuízo de US$ 8,29 bilhões no quarto trimestre de 2008. No mesmo período, o Bank of America perdeu US$ 1,79 bilhão. Numa reação às dificuldades, o Citigroup divulgou os detalhes do plano de reestruturação que vai dividir a instituição em duas partes. Informou, ainda, ter finalizado os termos do acordo pelo qual o Tesouro dos EUA vai garantir eventuais perdas até o limite de US$ 301 bilhões. O Citi acumula prejuízos há cinco trimestres consecutivos e já demitiu 50 mil trabalhadores. No caso do Bank of America, o governo confirmou a liberação de uma ajuda adicional de US$ 20 bilhões. Além disso, comprometeu-se a bancar perdas de até US$1l8 bilhões. A maior parte dessas garantias se refere a ativos do Merryl Lynch, comprado pelo Bank of America em setembro, em negócio estimulado pelas autoridades americanas. Apesar da ajuda oficial, as ações do Citigroup caíram 8,62% e as do Bank of America, 13,8%. (págs. 1, B1 e B3)
Duas das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos anunciaram ontem perdas bilionárias, aprofundando a crise bancária americana. O Citigroup teve prejuízo de US$ 8,29 bilhões no quarto trimestre de 2008. No mesmo período, o Bank of America perdeu US$ 1,79 bilhão. Numa reação às dificuldades, o Citigroup divulgou os detalhes do plano de reestruturação que vai dividir a instituição em duas partes. Informou, ainda, ter finalizado os termos do acordo pelo qual o Tesouro dos EUA vai garantir eventuais perdas até o limite de US$ 301 bilhões. O Citi acumula prejuízos há cinco trimestres consecutivos e já demitiu 50 mil trabalhadores. No caso do Bank of America, o governo confirmou a liberação de uma ajuda adicional de US$ 20 bilhões. Além disso, comprometeu-se a bancar perdas de até US$1l8 bilhões. A maior parte dessas garantias se refere a ativos do Merryl Lynch, comprado pelo Bank of America em setembro, em negócio estimulado pelas autoridades americanas. Apesar da ajuda oficial, as ações do Citigroup caíram 8,62% e as do Bank of America, 13,8%. (págs. 1, B1 e B3)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O mercado da religião - Por Flávio Ricco - Colaborou: José Carlos Nery
Crise, que nada. Enquanto o mundo tira o pé, ainda sem saber como a vida vai ficar ou quais serão as verdadeiras conseqüências de mais essa reviravolta na economia, as igrejas do Brasil continuam vivendo nababescamente e num planeta bem diferente do nosso. Vivendo e atacando como se nada estivesse acontecendo.
A Igreja Mundial do Poder de Deus, aquela mesma do Valdemiro e que loteou toda a rede 21 da Bandeirantes, agora fechou negócio com a Rede Mercosul do Paraná. E com igual violência. Já é responsável pela programação na faixa de horário que vai das 6 da tarde até as 12 horas do dia seguinte. Uma festa.
Isto, importante deixar bem claro, com a bênção dos nossos governantes, que às vezes reclamam da baixa qualidade das programações, mas jamais se atrevem interferir naqueles que poderão ser redutos de seus votos.
Dá até dó ver o que está virando esse negócio chamado televisão no Brasil. Impossível saber onde tudo isso vai parar. Se é que vai parar.
TV Tudo
Exclusiva
Ontem, no final da tarde, diretores da Rede Record e Globosat assinaram o contrato, que repassa os direitos de transmissão da Olimpíada de 2.012, em Londres, na tevê fechada. Último capítulo de uma longa novela. A comemoração foi grande na base da Globo, em São Paulo. Na verdade, uma vitória particular do diretor Alberto Pecegueiro.
Esperado encontro
Essa coluna não tem a pretensão de achar que provocou alguma coisa. Simples coincidência a nota de alguns dias, estranhando que isto ainda não tinha acontecido. Mas, finalmente hoje, no Projac, vai ocorrer o esperado encontro entre os autores da Globo com os diretores Manoel Martins e Ary Nogueira.
Que vergonha! - 1
Um campeonato brasileiro tão bem disputado merecia uma festinha melhor que aquela mostrada pelo SporTV, segunda-feira. Coisa nenhuma. Conseguiram fazer pior que a do ano passado, que já foi uma das mais lamentáveis em matéria de produção e organização. Quase uma façanha.
Que vergonha! - 2
Sei que na CBF dinheiro nunca foi problema e ela não gasta pouco com a festa, então, por que não fazer bem feito? Por que não convocar pessoas mais competentes? Ou, simplesmente, copiar a da Itália, por exemplo? Mas não, preferem investir no que é pior.
Que vergonha! - 3
Os artistas convidados, de duas, uma: ou são amigos ou parentes dos organizadores. Difícil acreditar que exista uma terceira opção. Luiz Salém, por exemplo, foi um que caiu de pára-quedas. Não sabe até agora o que era aquilo. O humorista Luiz Miranda, o mesmo de 2007, teve um ano para escrever um show melhor. Não conseguiu. Pior, conseguiu ser ainda mais sem graça.
Que vergonha! - 4
Tudo isso, além de outras coisas, que esta coluna se permite a não comentar. Valeu pela presença dos treinadores, jogadores, ex-jogadores - pessoal de 58, e só. E mais, para o nível (?) dessa festa ser completa, como diz meu amigo Vicente Limongi, de Brasília, só faltou escolherem o Dunga pra entregar o "bola murcha".
Outra coisa
Jorge Benjor é sempre um número. Grande figura. Mas o seu show não muda há 30 anos. O repertório, idem, "Fio Maravilha" ainda é a mais novinha. O homenageado está quase se aposentando como entregador de pizza nos Estados Unidos.
Atraso permanece - 1
Lilia Cabral conversou com Ana Maria Braga, ontem, no "Mais Você". Catarina, sua personagem, vai se separar de Leonardo (Jackson Antunes). A gravação acontece hoje, no Projac, e será exibida na próxima semana. Sem querer, Lília Cabral apenas confirmou o que muita gente já sabe: a novela não tem uma boa frente de capítulos.
Atraso permanece - 2
Essa situação vem desde o começo e já levou a Globo tirar o diretor Ricardo Waddington de "Malhação", substituído por Marcos Paulo, para se dedicar exclusivamente a "A Favorita". Porém, os trabalhos em estúdio e externas ainda não deslancharam. Mas vale destacar o bom momento da novela.
Avesso do avesso
É preciso, antes de tudo, saber o que o SBT espera de "Revelação". Qual o objetivo? Em matéria de edição nervosa, nem a MTV chegaria a tanto. De quatro capítulos, na estréia, talvez buscando maior dinamismo, tentaram fazer um. Tentaram, só que ninguém está entendendo a história. Estão matando a novela da dona Íris. Estou com dó dela.
Divulgação/TV Globo Às voltas com o "Faça Sua História", Camila Pitanga está nos sonhos de Gilberto Braga. Ele só volta em 2010.
Bate-Rebate
...A situação na Bandeirantes está tão complicada, que alguns já não sabem a quem pedir socorro.
...Ninguém tem idéia de quando a Teledramaturgia do SBT voltará a funcionar.
...O departamento, por causa das demissões realizadas, está quase às moscas.
...Poucos sobreviveram aos cortes, entre eles, o respeitado Henrique Martins, funcionários doentes ou que ainda estão em férias.
...O calor desses dias e a praia começam a ser apontados como causas de atrasos nas gravações da Globo.
...E tem ator facilitando. Nunca chega com o texto decorado.
...Excepcionalmente nesta quarta, tem "Toma lá Dá cá" na Globo.
...Aliás, com o fim do futebol, muita coisa deve mudar a partir de agora.
...O "Estação Globo", com Ivete Sangalo, por exemplo, já estréia no próximo domingo.
..."Caçadores de Aventuras", apresentado por Roque Malizia, nos domingos da Rede TV!, vai entrar na terceira temporada.
C´est fini
A novela "Revelação" vai sem breake comercial no SBT. Capítulos reduzidos. Por enquanto, nada oficial, mas circula nos bastidores que a Rede TV! é outra que poderá negociar mais alguns dos seus horários como uma igreja. Complicado. Amanhã tem mais. Tchau!
Visite o blog do colunista
tvcanal1@terra.com.br
A Igreja Mundial do Poder de Deus, aquela mesma do Valdemiro e que loteou toda a rede 21 da Bandeirantes, agora fechou negócio com a Rede Mercosul do Paraná. E com igual violência. Já é responsável pela programação na faixa de horário que vai das 6 da tarde até as 12 horas do dia seguinte. Uma festa.
Isto, importante deixar bem claro, com a bênção dos nossos governantes, que às vezes reclamam da baixa qualidade das programações, mas jamais se atrevem interferir naqueles que poderão ser redutos de seus votos.
Dá até dó ver o que está virando esse negócio chamado televisão no Brasil. Impossível saber onde tudo isso vai parar. Se é que vai parar.
TV Tudo
Exclusiva
Ontem, no final da tarde, diretores da Rede Record e Globosat assinaram o contrato, que repassa os direitos de transmissão da Olimpíada de 2.012, em Londres, na tevê fechada. Último capítulo de uma longa novela. A comemoração foi grande na base da Globo, em São Paulo. Na verdade, uma vitória particular do diretor Alberto Pecegueiro.
Esperado encontro
Essa coluna não tem a pretensão de achar que provocou alguma coisa. Simples coincidência a nota de alguns dias, estranhando que isto ainda não tinha acontecido. Mas, finalmente hoje, no Projac, vai ocorrer o esperado encontro entre os autores da Globo com os diretores Manoel Martins e Ary Nogueira.
Que vergonha! - 1
Um campeonato brasileiro tão bem disputado merecia uma festinha melhor que aquela mostrada pelo SporTV, segunda-feira. Coisa nenhuma. Conseguiram fazer pior que a do ano passado, que já foi uma das mais lamentáveis em matéria de produção e organização. Quase uma façanha.
Que vergonha! - 2
Sei que na CBF dinheiro nunca foi problema e ela não gasta pouco com a festa, então, por que não fazer bem feito? Por que não convocar pessoas mais competentes? Ou, simplesmente, copiar a da Itália, por exemplo? Mas não, preferem investir no que é pior.
Que vergonha! - 3
Os artistas convidados, de duas, uma: ou são amigos ou parentes dos organizadores. Difícil acreditar que exista uma terceira opção. Luiz Salém, por exemplo, foi um que caiu de pára-quedas. Não sabe até agora o que era aquilo. O humorista Luiz Miranda, o mesmo de 2007, teve um ano para escrever um show melhor. Não conseguiu. Pior, conseguiu ser ainda mais sem graça.
Que vergonha! - 4
Tudo isso, além de outras coisas, que esta coluna se permite a não comentar. Valeu pela presença dos treinadores, jogadores, ex-jogadores - pessoal de 58, e só. E mais, para o nível (?) dessa festa ser completa, como diz meu amigo Vicente Limongi, de Brasília, só faltou escolherem o Dunga pra entregar o "bola murcha".
Outra coisa
Jorge Benjor é sempre um número. Grande figura. Mas o seu show não muda há 30 anos. O repertório, idem, "Fio Maravilha" ainda é a mais novinha. O homenageado está quase se aposentando como entregador de pizza nos Estados Unidos.
Atraso permanece - 1
Lilia Cabral conversou com Ana Maria Braga, ontem, no "Mais Você". Catarina, sua personagem, vai se separar de Leonardo (Jackson Antunes). A gravação acontece hoje, no Projac, e será exibida na próxima semana. Sem querer, Lília Cabral apenas confirmou o que muita gente já sabe: a novela não tem uma boa frente de capítulos.
Atraso permanece - 2
Essa situação vem desde o começo e já levou a Globo tirar o diretor Ricardo Waddington de "Malhação", substituído por Marcos Paulo, para se dedicar exclusivamente a "A Favorita". Porém, os trabalhos em estúdio e externas ainda não deslancharam. Mas vale destacar o bom momento da novela.
Avesso do avesso
É preciso, antes de tudo, saber o que o SBT espera de "Revelação". Qual o objetivo? Em matéria de edição nervosa, nem a MTV chegaria a tanto. De quatro capítulos, na estréia, talvez buscando maior dinamismo, tentaram fazer um. Tentaram, só que ninguém está entendendo a história. Estão matando a novela da dona Íris. Estou com dó dela.
Divulgação/TV Globo Às voltas com o "Faça Sua História", Camila Pitanga está nos sonhos de Gilberto Braga. Ele só volta em 2010.
Bate-Rebate
...A situação na Bandeirantes está tão complicada, que alguns já não sabem a quem pedir socorro.
...Ninguém tem idéia de quando a Teledramaturgia do SBT voltará a funcionar.
...O departamento, por causa das demissões realizadas, está quase às moscas.
...Poucos sobreviveram aos cortes, entre eles, o respeitado Henrique Martins, funcionários doentes ou que ainda estão em férias.
...O calor desses dias e a praia começam a ser apontados como causas de atrasos nas gravações da Globo.
...E tem ator facilitando. Nunca chega com o texto decorado.
...Excepcionalmente nesta quarta, tem "Toma lá Dá cá" na Globo.
...Aliás, com o fim do futebol, muita coisa deve mudar a partir de agora.
...O "Estação Globo", com Ivete Sangalo, por exemplo, já estréia no próximo domingo.
..."Caçadores de Aventuras", apresentado por Roque Malizia, nos domingos da Rede TV!, vai entrar na terceira temporada.
C´est fini
A novela "Revelação" vai sem breake comercial no SBT. Capítulos reduzidos. Por enquanto, nada oficial, mas circula nos bastidores que a Rede TV! é outra que poderá negociar mais alguns dos seus horários como uma igreja. Complicado. Amanhã tem mais. Tchau!
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domingo, 7 de dezembro de 2008
Fernando Henrique – Agora, o risco é de depressão
O Estado de S. Paulo
Manchete: Governo prepara medidas para baixar custo do dinheiro
O governo prepara medidas para estimular o crédito e ativar a economia no primeiro semestre de 2009, período tratado internamente como “os seis meses terríveis”. A prioridade é pressionar os bancos a reduzir os juros cobrados nos empréstimos (...) Em outra frente, o BC planeja novas liberações do depósito compulsório – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar reservado. Essas liberações seriam condicionadas à concessão mais generosa de crédito. (págs. 1, B1 e B3)
PAC pode virar ‘pactóide’
O esfriamento da economia ameaça a intenção do governo de dobrar o valor do PAC, atingindo R$ 1,1 trilhão. Uma queda de arrecadação poderá comprometer os investimentos públicos. E a falta de crédito, os investimentos privados. (págs. 1 e B4)
Crescem as doações ocultas em campanhas
O aumento da fiscalização levou partidos a buscar novas formas de obter dinheiro para as campanhas sem expor os doadores. As doações chegam a seu caixa e são repassadas ao candidato. Na última corrida municipal em São Paulo, 53% das contribuições foram em nome dos partidos – R$ 42,9 milhões de um total de R$ 81 milhões. Em 2004, foram 9,28%. (págs. 1, A4 e A8)
Fernando Henrique – Agora, o risco é de depressão
Provavelmente não virá o caos, mas a recessão bate às portas do mundo. Até a China, que seria a esperança contra a crise, está retraindo fortemente a expansão. O risco agora é outro: o de depressão. (págs. 1 e A2)
Manchete: Governo prepara medidas para baixar custo do dinheiro
O governo prepara medidas para estimular o crédito e ativar a economia no primeiro semestre de 2009, período tratado internamente como “os seis meses terríveis”. A prioridade é pressionar os bancos a reduzir os juros cobrados nos empréstimos (...) Em outra frente, o BC planeja novas liberações do depósito compulsório – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar reservado. Essas liberações seriam condicionadas à concessão mais generosa de crédito. (págs. 1, B1 e B3)
PAC pode virar ‘pactóide’
O esfriamento da economia ameaça a intenção do governo de dobrar o valor do PAC, atingindo R$ 1,1 trilhão. Uma queda de arrecadação poderá comprometer os investimentos públicos. E a falta de crédito, os investimentos privados. (págs. 1 e B4)
Crescem as doações ocultas em campanhas
O aumento da fiscalização levou partidos a buscar novas formas de obter dinheiro para as campanhas sem expor os doadores. As doações chegam a seu caixa e são repassadas ao candidato. Na última corrida municipal em São Paulo, 53% das contribuições foram em nome dos partidos – R$ 42,9 milhões de um total de R$ 81 milhões. Em 2004, foram 9,28%. (págs. 1, A4 e A8)
Fernando Henrique – Agora, o risco é de depressão
Provavelmente não virá o caos, mas a recessão bate às portas do mundo. Até a China, que seria a esperança contra a crise, está retraindo fortemente a expansão. O risco agora é outro: o de depressão. (págs. 1 e A2)
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